Alguns influenciadores viajam pelo mundo sem largar seus empregos




O casal Lígia e Ulisses, do Vamos Fugir, viaja há mais de um ano por diversos países

Foto: Divulgação

Você não precisa largar tudo para viajar pelo mundo, se isso já passou pela sua cabeça. crise existencial. Pelo menos não o que têm feito Lígia e Ulisses, um casal de brasileiros que viaja sem parar há mais de um ano enquanto trabalha “normalmente” no perfil do Instagram Vamos Fugir (@vamosfugirblog).

Lígia é jornalista e seu sócio é engenheiro de computação. juntos eles trabalhar remotamente e já moraram em cinco países diferentes.

Na verdade, os “nômades digitais” há muito estão acostumados a viajar todos os dias. Eles já moravam na cidade há cinco anos antes de embarcar na vida de sem-teto, que começou há pouco mais de um ano com uma turnê por dez estados do Brasil. Austrália.

Após tentativas frustradas de fixar a cidadania no país, a dupla decidiu conhecer o mundo sem precisar parar de trabalhar.

“O Vamos Fugir foi fundado em 2014 como uma plataforma para compartilhar experiências de viagens e incentivar outras pessoas a sair de suas bolhas e aprender que o mundo é muito maior do que elas imaginam. Desde que começamos a produzir conteúdo, já estivemos em 14 países”, conta Liga.

Lígia e Ulisses estão atualmente na Tailândia se conhecendo de forma diferente ilhas. Mas não por muito tempo, pois a dupla já está explorando lugares que podem ser o próximo destino. Confira a entrevista concedida pelo casal de nômades digitais byte.



Lígia e Ulysses, casal do perfil do Instagram Vamos Fugir:

Lígia e Ulisses, casal do perfil do Instagram Vamos Fugir: “É possível viajar sem muito dinheiro”

Foto: Reprodução/Instagram

Numa escala de 0 a ten, qual a importância do dinheiro para viajar?

Vamos fugir: Diríamos 5 porque claro que é básico em alguns pontos como comprar passagem de avião e reserva. Mas não é essencial, é possível viajar sem gastar muito dinheiro. Existem plataformas de trabalho voluntário contra alojamento, existem pessoas que pedem carona, você pode cuidar de animais de estimação, entre outros.

Falando em realidade, somos nômades digitais e temos pessoas pagando pelo nosso trabalho remoto. Então como precisamos de alguma estrutura e conforto para poder trabalhar eu diria que isso sobe para 7 para nós pois investimos um pouco mais em hospedagem é o principal para nós. Mas é possível viajar com muito menos.

Você já experimentou o Perrengue em algum destino? Existe algum lugar que você não voltaria?

Vamos fugir: Tivemos um perrengue totalmente novo em Chiang Mai, no norte da Tailândia. eu peguei [Lígia] uma intoxicação alimentar e eu passei muito mal, desmaiei no hospital. Mesmo que falemos inglês, é sempre mais difícil em tal situação. Fiquei num hospital que tinha uma ala internacional então estava tudo bem, mas quando cheguei em casa o Ulisses estava passando mal. Foi uma semana bem difícil.

O único problema não foi grande porque tínhamos seguro saúde na viagem que cobria tudo. Esta é uma dica para todos os viajantes.

Em 2013, em nosso primeiro mochilão juntos, queríamos pegar um ônibus de La Paz para uma viagem de 12 horas. EU [Ulisses] Tive uma diarreia muito forte na rodoviária e não consegui pegar um ônibus. Um brasileiro ouviu nossa conversa e me ofereceu uma “pílula de carvão” que me salvou. Até durou mais do que o necessário, fiquei quatro dias sem ir ao banheiro.

Apesar dos perrengues, não há lugar que não retornássemos.

O que você faz quando sente muita saudade do Brasil?

Vamos fugir: Nós moramos na Austrália por cinco anos, então foi um grande aprendizado, foi muito difícil. Estamos com saudades, mas estamos aprendendo, e a tecnologia ajuda muito nesse sentido. Sempre ligamos para casa, pelo menos dia sim, dia não, conversamos com nossos pais, conversamos sobre nosso dia a dia e participamos de alguma forma da vida de familiares e amigos.

Também percebemos que um ano fora de casa é o nosso limite, então sempre planejamos não viajar mais sem visitar familiares e amigos no Brasil.



Lígia e Ulisses sentem falta de Quark:

Lígia e Ulisses dizem sentir falta de requeijão: “Não tem na Austrália, não tem aqui na Ásia”

Foto: Reprodução/Instagram

Qual foi a coisa mais difícil de desistir do Brasil? E qual você sente falta?

vamos fugir: O requeijão. Eles não existem na Austrália, não existem aqui na Ásia, você tenta encontrar alternativas, mas não existem. Brincadeiras à parte, não há nada mais sério que sintamos falta além de nossa família e amigos.

Hoje em dia o mundo está muito globalizado e temos acesso à cultura brasileira em outros lugares. Se sentirmos falta da comida brasileira podemos comprar ingredientes ou encontrar um restaurante que sirva algo mais perto de casa.

O que é realmente necessário é a comunidade. Na vida nômade sempre haverá uma despedida, mesmo que façamos amigos, e a pessoa se torne um amigo digital. Não sentimos falta da falta de segurança do Brasil, pelo menos da sensação de insegurança. Também não perdemos a polarização. Foi um alívio não estar no Brasil durante a eleição.

Que conselho você daria para as pessoas que querem trabalhar em movimento?

Vamos fugir: Encontrar um trabalho que possa ser feito remotamente é o primeiro passo. Muitas pessoas não entendem que ser um nômade digital não é uma profissão, mas um estilo de vida que pode ser adotado por diferentes tipos de profissionais.

O planejamento também é importante. Alguns exemplos são: ter plano de saúde; Deixe uma procuração no Brasil caso alguém de sua confiança exact resolver algum problema para você; e ter uma reserva financeira em caso de emergência.

Outra dica é fazer a transição aos poucos. A vida do nômade digital pode parecer glamorosa, mas ainda é uma vida. Ainda haverá trabalho e outros tipos de dificuldades, e algumas pessoas podem não se adaptar.

Se você já tem um emprego remoto, antes de viajar, experimente alugar uma casa no Brasil e fazer um teste com a rotina de nômade digital antes de se desfazer das coisas fixas que você tem. É uma vida com muitas decisões importantes que precisam ser tomadas o tempo todo, o que pode ser muito estressante.

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