Da agitação às ilhas selvagens: Salinas é o “Caribe Amazônico” a descobrir – 18/01/2023

Alter do Chão pode ter se twister um dos destinos frequentes de quem busca praias de água doce às margens do rio Tapajós, mas não é só o “Caribe Amazônico” que oferece paisagens exuberantes no Pará.

A 220 km da capital Belém existe um recanto adorado pelos paraenses mas ainda pouco explorado pelos turistas brasileiros. Aproveite, Salinópolis!

A região banhada pelo Oceano Atlântico, carinhosamente conhecida como Salinas, é emoldurada por águas limpas e cristalinas, areia fina, dunas e pequenas lagoas. Ao longo dos 45 quilómetros de costa não faltam oportunidades para relaxar e divertir-se.

Embora o clima seja quente o ano todo, o pico do verão ocorre entre junho e outubro.

Nesse período, as chuvas são escassas, gerando intenso movimento no balneário. Ficou curioso sobre o destino? Abaixo, compilamos as melhores dicas de Salinópolis.

Vista aérea de Salinas: calor o ano todo e pouca chuva no inverno

Imagem: Ricardo Lima/Getty Photos

Atalaia: música, esportes e peixe grelhado

A Praia do Atalaia é a praia mais badalada do município e é ultimate para diversas atividades. Tem banana boat, surfe, windcar, quadriciclos, buggies… Mas também tem quem prefira apenas relaxar na areia, que soma cerca de 12 quilômetros de extensão.

E então você tem duas opções: comer e pegar o bom e velho isopor, ou comer a culinária native em uma das mais de 50 barracas.

Salinópolis ou Salinas no Pará - Salinópolis, Pará, Brasil - 21 de julho de 2017: Bandeira com a inscrição

Sim, carros na areia! E o alarme de corrente de água em Atalaia, que pode surpreender os motoristas

Crédito: wagnerokasaki/Getty Photos

As três mais tradicionais são Atalaia Vip, Verde Mar e Casemirão. O primeiro tem um cardápio bem democrático, enquanto o segundo é especializado em ostras. No menu encontra mais de 30 pratos de marisco diferentes (pode provar ostras assadas, frescas, fritas…). A terceira opção é para quem gosta de peixe frito, salteado, cozido ou fumado (cozido na grelha a lenha).

Os peixes que prosperam em Salinas incluem Gurijuba, Pescada Amarela, Peixe-Serra e Corvina.

Salinópolis ou Salinas no Pará - Caranguejos servidos em "TOC Toc" Estilo na Praia de Atalaia, Salinópolis, Estado do Pará, Brasil.  - Ricardo Lima/Getty Images - Ricardo Lima/Getty Images

Caranguejo servido com vinagrete e farofa no Atalaia

Imagem: Ricardo Lima/Getty Photos

A trilha sonora na praia? Você escolhe. Lá você pode levar sua própria caixa de som (acredite: tem turista carregando caixas!) e conforme você anda, o som vai alternando entre funk, sertanejo, forró…

Para Wagner Pajurá, diretor de atrações turísticas e historiador native, Atalaia é como a cereja do bolo de Salinas.

Quando a cidade foi explorada nas décadas de 1970 e 1980, a única forma de chegar até ela period de barco. Com a construção de uma ponte para a península, o native começou a ser explorado pelos turistas. Na alta temporada, temos uma população flutuante de 120 a 250.000 pessoas por closing de semana.

Longe do barulho e agitado

Salinópolis ou Salinas no Pará - Salinópolis, PA, Brasil - Janeiro - Ricardo Lima/Getty Images - Ricardo Lima/Getty Images

Existem várias opções para passeios mais tranquilos em Salinas

Imagem: Ricardo Lima/Getty Photos

Se você está no clima de “só quero paz”, vale a pena conferir a Praia do Farol Velho. É a continuação da Praia do Atalaia (lado esquerdo). O native não tem muita estrutura, mas convida ao descanso.

Um pouco mais tarde surge a Ponta do Espadarte. Para chegar a este lugar paradisíaco existem duas opções: Na maré baixa o turista pode atravessar de carro a partir da Praça do Pescador. Caso contrário, existem pequenos barcos que o levarão até Ponta. A travessia leva cerca de 7 minutos e custa R$ 15 (ida e volta) na alta temporada.

Salinópolis ou Salinas no Pará - Vista Panorâmica HDR.  Ampla paisagem de dramático céu nublado sobre a praia com a proa de um barco de madeira em primeiro plano na hora azul do nascer do sol - wagnerokasaki/Getty Images/iStockphoto - wagnerokasaki/Getty Images/iStockphoto

Salinas também tem praias isoladas para um passeio tranquilo.

Crédito: wagnerokasaki/Getty Photos/iStockphoto

Existem muito poucas tendas na Ponta do Espadarte e o único som que se ouve é o do mar. Se o dia estiver bom você ainda vai presenciar um pôr do sol incrível. Outra opção é a Ponta da Sofia, que fica no closing da Praia do Atalaia (lado direito). O cantinho é procurado por kitesurfistas e visitantes que fogem da badalação.

Lago da Coca-Cola

Como o nome sugere, a Coca-Cola Lake tem esse nome porque lembra a cor da famosa limonada. “Esse tom é criado pelas folhas escuras caindo e começando a se decompor”, explica Wagner. O motorista reitera que é aconselhável preferir os meses de julho e agosto para pegar a lagoa cheia. “De setembro a novembro começa a secar porque o calor aumenta.”

Localizada entre as dunas da Praia do Atalaia, é bem clear, ultimate tanto para adultos quanto para crianças, e totalmente instagramável. Dá para chegar a pé, mas a sugestão é fazer um passeio de quadriciclo. Você subirá e descerá as dunas e terminará o passeio com um delicioso mergulho na lagoa. Ah, e se quiser adrenalina, pode se aventurar no “escorregão”, que é montado em uma duna que cai direto na água (o morro tem cerca de 12 metros de altura).

Ilhas selvagens com piscinas naturais

Salinópolis é cercada por ilhas paradisíacas e selvagens. Suas praias são ideais para um passeio de um dia. As mais próximas são Marieta no município de Maracanã, Praia Maria Baixinha na ilha de Itaranajá e Ilha do Pilão em São João de Pirabas. As duas primeiras opções exigem o aluguel de catamarã (o passeio privado para oito pessoas custa entre R$ 500 e R$ 1.000 e costuma incluir almoço a bordo).

Salinópolis ou Salinas no Pará - - Ricardo Lima/Getty Images - Ricardo Lima/Getty Images

As piscinas naturais de Salinas

Imagem: Ricardo Lima/Getty Photos

Na ilha do Pilão, as agências de viagens costumam oferecer passeios diários – dependendo da tábua de marés. O barco sai da Vila Cuiarana e o trajeto dura 20 minutos. O que mais chama a atenção neste cantinho quase exclusivo são suas formações rochosas que lembram “crateras” lunares e um vulcão. Ao longo dos anos, as constantes batidas do mar ajudaram a criar pequenas piscinas naturais.

O nome da ilha vem das bolsas de água que se referem aos postes. Antigamente o pilão period usado para moer café, pimenta-do-reino… E quando a maré seca, as crateras ganham destaque.

Salinópolis ou Salinas no Pará - - Ricardo Lima/Getty Images - Ricardo Lima/Getty Images

Guará, ave comum na região

Imagem: Ricardo Lima/Getty Photos

A paisagem, cercada por manguezais secos, ganha cor com o enxame de íbis, um verdadeiro espetáculo pure. As aves têm uma tonalidade vermelha muito forte porque se alimentam de um caranguejo rico em caroteno.

Um passeio pelo centro histórico

Salinópolis ou Salinas no Pará - - J Brarymi/Getty Images - J Brarymi/Getty Images

Ao fundo o centro histórico de Salinas

Imagem: J Brarymi/Getty Photos

O centro de Salinas também merece atenção dos viajantes. Além das praias da Corvina e do Maçarico, vale a pena visitar a Igreja Matriz de Nossa Senhora do Socorro, padroeira da cidade, e a Casa da Cultura Fonte do Caranã.

Este último contém o que os locais chamam de “fonte da juventude”. Segundo a lenda, quem beber água ali permanecerá jovem para sempre.

E nenhum visitante sai da cidade sem ver o famoso farol de Salinópolis.

É como a nossa Torre Eiffel.

Salinópolis ou Salinas no Pará - Farol - Ricardo Lima/Getty Images - Ricardo Lima/Getty Images

farol de Salinas

Imagem: Ricardo Lima/Getty Photos

Segundo Wagner Pajurá, o primeiro farol foi construído na Praia do Farol Velho em 1816 e acabou sendo destruído pelo mar. O segundo prédio, erguido sobre a pedra elementary do antecessor, também não resistiu à maré. A terceira tem 67 metros de altura e está localizada no centro da cidade.

Durante uma visita guiada ao centro, o historiador faz questão de dar uma verdadeira aula sobre Salinópolis.

“Muita gente não sabe, mas nossa história remonta a 1616 quando o primeiro navio português navegou nas águas de Salinas, antigamente chamado de Viriandeua ou Virianduba (que significa abundância de pássaros em Tupi-Guarani).

Salinópolis ou Salinas no Pará - Nossa Senhora do Perpétuo Socorro em Salinópolis, no nordeste do estado do Pará, Brasil - Ricardo Lima/Getty Images - Ricardo Lima/Getty Images

O centro histórico de Salinas também merece um passeio

Imagem: Ricardo Lima/Getty Photos

Em sua opinião, Salinas period a maior produtora de sal do norte e quase ganhou o nome de Atlântida em 1920.

“Como a extração de sal não period exclusividade da nossa comunidade, resolveram dar outro nome à cidade. Mas Atlântida não ficou com ela… Acabamos virando Salinópolis, sancionada por um governador em 1966.”

Saiu o sal, entrou o turismo. Atualmente, o setor continua crescendo na região e a previsão é que o número de resorts na cidade chegue a 20 unidades até o closing de 2022.

Salinópolis ou Salinas no Pará - - Ricardo Lima/Getty Images - Ricardo Lima/Getty Images

Vista aérea de dois barcos de Salinas

Imagem: Ricardo Lima/Getty Photos

vida noturna

A melhor hora para jogar no closing da tarde e à noite é ao longo da Orla do Maçarico. São vários bares, restaurantes e sorveterias (aliás, não deixe de experimentar os sabores típicos da região nas lojinhas de artesanato Blaus e Cairu. As lojinhas oferecem Bacuri, Açaí, Graviola, Mucuri, Taperebá, Cupuaçu, Mangaba, Castanha do Pará, entre outras). Os mais animados podem curtir a noite regada a muito carimbó (ritmo musical e dança de roda, típico da Amazônia).

Como chego a Salinas?

São três opções: de carro e de ônibus (o trajeto dura cerca de 3h30) e de avião, a mais nova alternativa. O trecho Belém – Salinas é operado pela Conecta Azul, subsidiária da Azul Companhia Aérea. A viagem dura 55 minutos e há voos quatro vezes por semana.

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