Flávio Bolsonaro defende o pai e critica Moraes – 10 de janeiro de 2023 – Poder

Em reunião com os presidentes do Senado, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), criticou o ministro Alexandre de Moraes pela decisão de afastar Ibaneis Rocha (MDB) do Distrito Federal governo e tentou absolver seu pai de qualquer responsabilidade pelos atos dominicais (8).

A reunião desta segunda-feira (9) foi encerrada, mas três participantes relataram à reportagem que Flávio condenou a decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) contra Ibaneis. Ele também criticou o decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de intervenção federal na segurança do DF.

O senador teria apontado que o governador do DF havia sido reeleito em primeiro turno e afirmou que period um absurdo ele ter ficado afastado do cargo por 90 dias na “caixa” de Moraes, de forma monocrática. Flávio Bolsonaro é o líder do PL no Senado.

O senador, segundo os presentes na reunião, também disse aos colegas que Jair Bolsonaro (PL) não incentivou seus apoiadores a invadir e devastar a sede dos Três Poderes. Flávio argumentou que o pai estava nos Estados Unidos e não tinha envolvimento com os atos de domingo.

Senadores da base de Lula responderam ao filho mais velho do ex-presidente durante a reunião. A senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) teria afirmado que tanto o decreto de Lula quanto a decisão de Moraes eram necessários para deter o movimento golpista.

Eliziane Gama, presidente do grupo de mulheres no Senado, disse que já no dia da eleição do presidente Lula havia sinais de radicalização de manifestantes no país e que a situação pode piorar ainda mais se não houver uma medida enérgica no naquela época.

No dia em que Lula foi certificado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), apoiadores de Bolsonaro, que estavam acampados em frente ao quartel-general do Exército em Brasília, tentaram agredir o quartel-general da PF (Polícia Federal). Eles atearam fogo em ônibus e carros.

Na reunião desta segunda-feira, as críticas de Flávio Bolsonaro à decisão de Moraes e ao decreto de Lula também foram rejeitadas pelo presidente do governo no Senado Jaques Wagner (PT-BA) e pelo presidente do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (ponto de acesso à rede). .

Após se encontrar com Lula, ministros e governadores do STF na noite desta segunda-feira, Jaques Wagner afirmou que a participação de governadores bolsonaristas na reunião do Palácio do Planalto mostra que ninguém quer a volta do autoritarismo. O senador acrescentou que Flávio também adotou esse posicionamento na pauta da reunião da manhã.

“Todos nós queremos manter a democracia. A propósito, tais palavras na reunião dos presidentes do Senado, o senador Flávio, filho do ex-presidente da Polônia, disse que seu pai não tinha nada a ver com isso, que não period ele quem pedia essas coisas, disse Wagner jornalistas.

“Obviamente muito do que acontece é resultado de quatro anos [Bolsonaro] repetidamente introduzindo uma cultura de ódio e intolerância. Mas o fato do senador Flávio se expressar dessa forma mostra que no momento não há quem aceite o autoritarismo e a quebra da institucionalidade, da democracia.”

Ele entrou em contato com Flávio Bolsonaro Folhamas não apareceu. O presidente interino do Congresso, senador Veneziano Important do Rêgo (MDB-PB), disse após a reunião de liderança que “muitas vezes o silêncio é mais alto do que qualquer palavra falada” e Bolsonaro permaneceu em silêncio sobre a vitória do Squid.

“Às vezes o silêncio pesa muito mais que qualquer fala. Silêncio [então] O presidente Jair Bolsonaro, nas primeiras horas após o processo eleitoral, cujo resultado já é conhecido da população, deu um present para quem o considera o líder de muitas coisas”, afirmou.

A expectativa é que o Senado aprove na terça-feira (10) o decreto de Lula, que prevê até o last do mês a intervenção federal na segurança do Distrito Federal. A votação será semipresencial, mas os líderes pediram aos senadores que voltem a Brasília e compareçam pessoalmente à sessão.

Durante a pausa de 23 de dezembro, muitos parlamentares deixaram o país. No entanto, líderes acreditam que os senadores devem assumir o plenário nesta terça-feira para enviar a mensagem de que não se intimidaram com a invasão de domingo.

Os líderes também discutiram com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), a criação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar os golpistas – a exemplo do que aconteceu nos Estados Unidos após a invasão do Capitólio em janeiro de 2021.

Uma das propostas, apresentada pela senadora Soraya Thronicke (União Brasil-MS), já teve o apoio necessário, mas alguns dos senadores que a apoiam estão encerrando seus mandatos e suas assinaturas serão rejeitadas caso a CPI seja instalado no próximo mês.

Os parlamentares dizem que há grandes probabilities de que a comissão comece a funcionar a partir de fevereiro, após a posse de 27 senadores eleitos em outubro. Se a CPI tivesse sido instalada antes, ela teria que ser encerrada no last do mandato atual, em 1º de fevereiro.

Os senadores suspeitam que os golpistas que destruíram o Congresso receberam treinamento policial ou outro tipo de segurança. O senador Marcos do Val (Podemos-ES) disse a colegas que os vândalos sabiam onde estavam os hidrantes e extintores.

“Falou-se muito em não deixar o presidente subir na rampa. Como period impossível no primeiro dia devido à segurança muito forte, eles o fizeram na semana seguinte. Eles usaram técnica. Só quem é da área sabe que a única coisa que pode cortar o efeito do gás [lacrimogêneo] tem água”, disse ele a Val.

No Senado, o prejuízo é estimado em R$ 3 a 4 milhões, sendo que apenas a troca e troca dos vidros custam mais de R$ 1 milhão. A diretora-geral da Casa, Ilana Trombka, afirmou que seria preciso trocar todo o carpete do tapete encharcado de radicais da Sala Azul.

Vândalos urinaram em uma tapeçaria de Burle Marx em exposição, destruíram um tinteiro de bronze da period imperial, uma pintura que retrata a assinatura da constituição de 1890 e uma mesa no Palácio Monroe, sede da segunda sede do Senado do Rio de Janeiro.

Ele colaborou com Julia Chaib do Brasil

Leave a Comment