Lula luta para superar o cansaço e se adaptar às siglas em sua reestreia

Lula em sua primeira reunião ministerial em seu terceiro mandato

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Reestreando no Palácio do Planalto para um terceiro mandato, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já na primeira semana teve que enfrentar um desgaste político devido ligação entre a chefe do Turismo Daniela Carneiro (União Brasil) e os milicianos do Rioconforme revelado pela Folha.

Os primeiros dias de trabalho também foram dedicados a tentar conciliar os interesses dos Aliados e definir a segunda instância do poder, sem falar nas ações desencadeadas pelo Palácio do Planalto para contornar os estragos causados ​​pelos discursos incoerentes dos novos ministros.

Lula também recebeu a má notícia de que o reajuste do salário mínimo prometido em campanha custaria mais do que o esperado e ele teria que encontrar uma solução orçamentária para garantir o pagamento de R$ 1.320 neste ano.

O presidente convocou a primeira reunião ministerial para sexta-feira (6 de janeiro), que, além dos 37 ministros, contou com a presença de líderes de governos no Congresso.

No início da reunião, Petista disse que ministros que se envolverem em atividades ilegais serão demitidos do governo. Ao mesmo tempo, ele também prometeu sua lealdade. “Tenham certeza de que estarei com cada um de vocês nos bons e nos maus momentos. Eu não vou deixar nenhum de vocês na estrada. Eu não vou deixar nenhum de vocês.”

Petista atuou para concentrar a resposta política ao caso do ministro do Turismo no Planalto. O ministro da Câmara Cível, Rui Costa, foi a principal autoridade para minimizar o ocorrido e defender Daniela. “No momento, não há nada significativo, substantivo, que justifique qualquer preocupação do governo. Por isso não está na agenda do governo.”

Daniela é indicada para Turismo pela União Brasil, partido que controla outros dois ministérios.

As dificuldades do governo petista em resolver relações com partidos aliados de segunda linha também marcaram a primeira semana de Lula no Planalto.

Há uma disputa em curso sobre as posições entre os partidos que apoiaram sua candidatura e não foram considerados, por exemplo. Avante, Solidariedade e PV – este último faz parte de uma federação com o PT. Por exemplo, a estatal Codevasf é reivindicada por pelo menos dois partidos: PSB e União Brasil.

A ordem no governo period tentar incluir o máximo possível de aliados do Congresso no governo. “Não comandamos o Congresso, dependemos do Congresso”, disse Lula em seu discurso de posse na reunião de sexta-feira, na qual pediu aos ministros que dessem o máximo de atenção possível aos parlamentares.

Ainda no encontro, o ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, que coordena as articulações, fez discurso no mesmo sentido, segundo relatos. Ele pediu aos ministros que tentem ajudar ao máximo os deputados e senadores.

Ainda em transição, a equipe de Lula esperava finalizar suas indicações ao Tier 2 até 13 de janeiro. Abrindo a reunião desta sexta-feira (6), Lula indicou que o governo poderá estar totalmente reunido até o dia 24 do próximo.

A princípio, segundo pessoas próximas a Lula, a prioridade é colocar na segunda fila integrantes de partidos que o apoiaram e continuam sem remuneração, além de representantes do PT de países que também ficaram de fora da Esplanada – caso de Minas Gerais.

Durante encontro com ministros, Lula abordou indiretamente um tema que ocupou a primeira semana de seu terceiro mandato: o desencontro de discursos dos ministros.

Lula pediu aos ministros que fiquem atentos a declarações públicas, principalmente sobre ações que não tenham sido acertadas com o Planalto ou que possam causar alvoroço no mercado. ESTA Orçamento que Lula tem para 2023 é aliviado por PEC (proposta de emenda à Constituição) gastos, mas não o suficiente para aumentar o salário mínimo.

O governo foi alertado de que aumentar o salário mínimo dos atuais R$ 1.302 para R$ 1.320, conforme prometido brand após a eleição, pode custar R$ 7,7 bilhões a mais do que o orçado para 2023, mais que o dobro do cálculo unique.

Existe uma preocupação dentro do Planalto em resolver essa questão orçamentária no curtíssimo prazo, e também uma preocupação de que qualquer declaração possa fazer barulho do ponto de vista econômico.

Embora o discurso de Lula na reunião tenha sido descrito como “calmo” e pouco exigente, o petista destacou que os ministros devem verificar se as informações estão na agenda do governo antes de divulgá-las.

Os alertas surgem após uma série de declarações de ministros que tiveram de ser retiradas ou rejeitadas.

Até Carlos Lupi, chefe da Previdência Social, falou revogação da reforma da previdência. A declaração levou o ministro da Câmara Cível, Rui Costa, a desautorizá-lo, em favor de Lula. Em outro episódio, a discórdia na equipe de que falou Luiz Marinho (Trabalho). concluir o saque de aniversário do FGTS e, em seguida, promoveu um amplo debate sobre o assunto.

Seguindo as orientações adotadas, o ministro da CGU (Controladoria-Geral da União), Vinicius Carvalho, disse que cerca de 60 mil legado da liderança do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) – e que os critérios adotados para torná-los públicos valerão também para o governo Lula.

Como há uma tendência de tornar públicos e-mails e telefonemas feitos em aparelhos funcionais do governo anterior, os ministros do PT foram alertados de que suas conversas também podem vazar, por isso é preciso ter cuidado.

Lula fazia aparições públicas duas vezes por semana. A primeira, na terça-feira, no velório de Pelé, em Santos. E a segunda, na quarta-feira, por ocasião da posse de seu vice, Geraldo Alckmin (PSB), como ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio.

As autoridades passaram uma semana em Brasília se revezando nas posses ministeriais – a maior parte das 37 ocorreu nesta semana. Também diferente de Bolsonaro, Lula não ia a festas. Ele abriu exceção apenas para Alckmin.

No mesmo dia, postou no Palácio do Planalto pela primeira vez desde que foi empossado. Reuniu-se com os ministros Padilha, Mauro Vieira (Relações Exteriores), Paulo Pimenta (Secretário de Comunicação Social) e Fernando Haddad (Fazenda).

Segundo interlocutores de Lula, ficou acertado que o presidente teria como rotina enviar Pimenta todas as manhãs para saber o que a imprensa noticiava.

O chefe do governo foi ao Alvorada pela primeira vez na quarta-feira (4). Em entrevista à GloboNews, a primeira-dama de Rosângel da Silva, Janja, disse estar chateada com a falta de manutenção do palácio, que será reformado até a mudança do casal. Até lá, os dois continuarão morando no resort onde estão hospedados desde a transição.

No início desta semana, Lula também recebeu chefes de Estado como o presidente chileno Gabriel Borić e o argentino Alberto Fernández para encontros bilaterais. No whole, foram realizados 16 encontros.

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