Lula: Quem errar será instado a deixar o governo – 1º de junho de 2023 – Poder

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta sexta-feira (6) que ministros que cometerem atos ilícitos serão afastados do governo.

“Quem faz algo errado sabe que só há um jeito: essa pessoa vai simplesmente, da forma mais educada possível, ser convidada a deixar o governo. E se fizer algo grave, essa pessoa terá que enfrentar a investigação e a própria Justiça, afirmou durante a primeira reunião ministerial de seu governo.

Apesar de Lula não ter mencionado nenhum nome específico, a chefe do Turismo, Daniela Carneiro (União Brasil), usou seu discurso na reunião para se defender de ligações políticas reveladas pela polícia com os milicianos. Folha.

No início do reinado de Daniel, ela foi um alvo devastador, e a equipe de Lula a defendeu depois de descobrir que ela tinha ligações com pelo menos três acusados ​​de chefiar milícias cariocas.

Na reunião, a ministra disse que foi vítima de agressões porque conhece uma pessoa que tem problemas com a Justiça e não pode ser responsabilizada pelos atos de um torcedor. Mais uma vez, foi defendido publicamente por Rui Costa, titular da Câmara Cível.

Daniela foi nomeada ministra para contemplar a União Brasil e ampliar a presença de mulheres na assembléia do governo.

Foi também uma recompensa pelo esforço dela e do marido no segundo turno da campanha de Lula. O casal foi um dos poucos dirigentes a apoiar abertamente o PT na Baixada Fluminense – o marido da ministra, Waguinho, é prefeito de Belford Roxo.

Daniela foi reeleita deputada federal como a mais votada no Rio de Janeiro. Tal como Folha mostrou em outubro, sua campanha foi caracterizada pelo apoio irregular dos policiais militares e um ambiente armado e hostil aos adversários políticos de seu eleitorado.

Foi a primeira reunião ministerial de Lula. Segundo os membros do primeiro escalão, o objetivo do encontro foi acordar as ações do governo e esclarecer quais editais precisam ser aprovados pelo Planalto, além de discutir as primeiras medidas a serem tomadas no início do governo.

Ao mesmo tempo em que deu um recado aos ministros sobre possíveis investigações, Lula também prometeu lealdade. “Tenha certeza de que estarei com cada um de vocês nos bons e nos maus momentos. Eu não vou deixar nenhum de vocês na estrada. Eu não vou deixar nenhum de vocês.”

Lula também voltou a fazer um discurso questionável devido a disputas políticas. Ele pregou a unidade nacional, mas fez duras críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A PT confirmou que o relatório elaborado pela equipa de transição apontava para um cenário de país “semi-destruído”.

A maioria dos mais de 700.000 as mortes causadas pela pandemia de Covid-19 se deram por “negligência” da antiga gestão. Além disso, afirmou também que period “difícil mensurar” quanto Bolsonaro gastou para tentar a reeleição na eleição do ano passado.

Lula elogiou a classe política e disse que pretende completar o governo com eleições técnicas, mas a questão política não pode ficar de fora.

“Muitos de vocês são resultado de acordos políticos, porque não faz sentido termos o governo mais formado em Harvard e nenhum voto na Câmara dos Deputados e nenhum voto no Senado. Congresso que nos ajuda, não mandamos no Congresso, dependemos do Congresso”, afirmou.

Ele também pediu a seus ministros que prestem a maior atenção possível aos parlamentares e tratem bem a todos nos ministérios.

“Precisamos que as pessoas saibam que o Congresso está nos ajudando, não mandamos no Congresso, dependemos do Congresso. Busque-o”, disse ele.

“Não importa se você discorda de um deputado ou senador. Quando conversamos, não estamos propondo casamento, estamos propondo aprovar uma tese ou formar uma aliança temporária em torno de algum tema que interesse aos brasileiros”, disse Kałamarnica.

Petista também disse que manterá quantas conversas forem necessárias com líderes, partidos políticos e presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).

“Não há veto ideológico para falar, e não há assunto proibido quando se trata do bem do povo brasileiro”, disse o presidente.

O chefe do Executivo afirmou não querer ouvir denúncias de deputados e senadores que foram arquivar suas demandas em seus autos e esperaram horas para serem aceitas.

Lula também elogiou as divergências dentro do governo. É o caso, por exemplo, da área econômica, onde os ministros da Indústria e Comércio Geraldo Alckmin (PSB) e do Planejamento Simone Tebet (MDB) têm visões mais liberais, enquanto os chefes da Fazenda e Gestão, Fernando Haddad (PT) e Esther Dweck, respectivamente, são mais favoráveis ​​à intervenção do Estado.

Ele também fez uma reverência ao agronegócio, elogiando o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD), que tem opinião diferente da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede).

Lula mencionou trabalhos inacabados na área de educação e atrasos no atendimento a hospitais, e se referiu diretamente aos ministros responsáveis ​​por esses dois setores. Segundo ele, a “reconstrução” do país passa por essas duas áreas. Além disso, prometeu realizar uma “revolução cultural” no Brasil.

O vice-presidente Alckmin também se pronunciou e aproveitou para fazer críticas a Bolsonaro. Ele disse que em quase 50 anos de vida pública, nunca tinha visto um político usar tanto a máquina pública para buscar a reeleição.

Após os discursos, a reunião foi fechada à imprensa.

Nas redes sociais, Pacheco elogiou a declaração de Lula sobre a relação do governo com o Congresso. O senador afirmou que “o presidente Lula está demonstrando com este discurso a experiência e a capacidade de união”.

“Na verdade, o Congresso merece respeito porque está comprometido com soluções para o país. O presidente e seus ministros poderão contar com isso. Vamos trabalhar muito para tornar a independência entre os poderes o mais harmoniosa possível”, escreveu. .

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