Maranhão tem 336 casos de câncer de pele em 2022

Evitar a exposição excessiva ao sol e proteger a pele dos efeitos da radiação ultravioleta são as melhores estratégias para prevenir o melanoma e outros tipos de câncer de pele. Sobre os números do câncer de pele no Maranhão, o ministro da Saúde (SES) afirmou que, em 2021, foram notificados 529 casos no estado. Já em 2022, foram 336 casos até aqui.

Todos os casos de câncer de pele devem ser diagnosticados e tratados precocemente, inclusive os de baixa letalidade, que podem causar lesões incapacitantes ou desfigurantes em áreas expostas do corpo, causando sofrimento aos pacientes.

Terapia

Felizmente, existem várias opções terapêuticas para o tratamento do câncer de pele não melanoma. A modalidade escolhida varia de acordo com o tipo e a extensão da doença, mas normalmente a maioria dos carcinomas basocelulares ou espinocelulares pode ser tratada com procedimentos simples. Conheça os mais comuns:

cirurgia excisional: retirada do tumor com bisturi e também uma margem adicional de pele sã como margem de segurança. Os tecidos removidos são examinados ao microscópio para ver se todas as células cancerígenas foram removidas. A técnica tem alto índice de cura e pode ser utilizada no caso de tumores recorrentes.

Curetagem e eletrodissecção: usados ​​para tumores menores, eles estimulam a raspagem da lesão com uma cureta, enquanto um bisturi elétrico destrói as células cancerígenas. Para que não restem vestígios de células tumorais, o procedimento é repetido várias vezes. Não recomendado para tumores mais invasivos.

criocirurgia: Promove a destruição do tumor por congelamento com nitrogênio líquido. Essa técnica tem menor taxa de cura do que a cirurgia excisional, mas pode ser uma boa opção em casos de tumores pequenos ou recorrentes. Não há cortes ou sangramento. Também não é recomendado para tumores mais invasivos.

cirurgia a laser: take away as células tumorais usando um laser de dióxido de carbono ou um laser de érbio YAG. Por não causar sangramento, é uma escolha eficaz para quem tem distúrbios sanguíneos.

cirurgia micrográfica de mohs: o cirurgião take away o tumor e um pedaço de pele circundante com uma cureta. Este materials é então analisado ao microscópio. Este procedimento é repetido gradualmente até que não restem vestígios de células tumorais. A técnica preserva grande parte do tecido saudável e é indicada em casos de tumores mal definidos ou em áreas críticas, principalmente a face, onde grandes operações levam a extensas cicatrizes e desfigurações.

Terapia Fotodinâmica (PDT): O médico aplica um agente fotossensibilizante como o ácido 5-aminolevulínico (5-ALA) na pele lesada. Após algumas horas, as áreas são expostas a uma luz intensa que ativa o 5-ALA e destrói as células tumorais, com danos mínimos ao tecido saudável.

Além dos métodos cirúrgicos, outras opções de tratamento do câncer incluem radioterapia, quimioterapia, imunoterapia e medicamentos orais e tópicos. Somente um médico especializado em câncer de pele pode avaliar e prescrever o tipo de terapia mais adequada.

melanoma

O tratamento varia de acordo com a extensão, agressividade e localização do tumor, bem como com a idade e estado geral de saúde do paciente. As modalidades mais utilizadas são a cirurgia excisional e a cirurgia micrográfica de Mohs (citadas acima). O melanoma metastático não pode ser curado na maioria dos casos, por isso é importante detectar e tratar a doença o mais rápido possível. Embora não tenha cura, o tratamento do melanoma avançado evoluiu muito nas últimas décadas; hoje já é possível viver mais e melhor e controlar a doença a longo prazo. Para isso, é importante que os pacientes sejam submetidos a testes genéticos capazes de determinar quais mutações eles possuem (por exemplo, BRAF, cKIT, NRAS, CDKN2A, CDK4) e assim permitir a escolha do tratamento que pode trazer melhores resultados em cada caso. Por exemplo, mais de 90% dos pacientes com alteração genética BRAF podem se beneficiar do tratamento com terapia oral direcionada, capaz de retardar a progressão do melanoma e melhorar a qualidade de vida. Outros tratamentos, isolados ou combinados, podem ser recomendados para tratar melanomas avançados, incluindo quimioterapia, radioterapia e imunoterapia.

Prevenção

Evitar a exposição excessiva ao sol e proteger a pele dos efeitos da radiação ultravioleta são as melhores estratégias para prevenir o melanoma e outros tipos de câncer de pele.

Como a exposição aos raios UV está se tornando cada vez mais agressiva em todo o planeta, pessoas de todos os fototipos devem ficar atentas e se proteger ao se exporem ao sol. O grupo de maior risco são os fototipos I e II, ou seja: pessoas de pele clara com sardas, cabelos claros ou ruivos e olhos claros. Além disso, atenção e cuidado especiais devem ser dados àqueles com histórico acquainted de câncer de pele, queimaduras solares, incapacidade de bronzear-se e muitas marcas de nascença.

Medidas protetoras:

  • Use chapéus, camisetas, óculos de sol e protetor photo voltaic.
  • Cubra as áreas expostas com roupas apropriadas, como camisa de manga comprida, calça e chapéu de aba larga.
  • Evite o sol e fique na sombra entre as 10:00 e as 16:00 (horário de verão).
  • Na praia ou na piscina, use tendas de algodão ou lona que absorvem 50% dos raios UV. As tendas de nylon formam uma barreira não confiável: 95% dos raios UV passam pelo materials.
  • Use protetor photo voltaic diariamente, não apenas durante o lazer ou entretenimento. Use um produto que proteja contra os raios UVA e UVB e tenha fator de proteção photo voltaic (FPS) de no mínimo 30. Reaplicar a cada duas horas ou menos durante atividades de lazer ao ar livre. Para uso diário, aplique uma boa quantidade pela manhã e reaplique antes de sair para o almoço.
  • Observe sua própria pele regularmente em busca de marcas ou manchas suspeitas.
  • Proteja bebês e crianças do sol. Os filtros solares podem ser usados ​​a partir dos seis meses.
  • Consulte um dermatologista pelo menos uma vez por ano para um exame completo.

Fotoproteção: a exposição à radiação ultravioleta (UV) tem efeito cumulativo. Penetra profundamente na pele e é capaz de causar diversas alterações como bronzeamento e aparecimento de marcas de nascença, sardas, manchas, rugas e outros problemas. A exposição excessiva ao sol também pode causar tumores benignos (não cancerígenos) ou cancerígenos, como carcinoma basocelular, carcinoma espinocelular e melanoma. A maioria dos cânceres de pele está relacionada à exposição ao sol, então você não pode ser muito cuidadoso.

Sobre os protetores solares (fotoprotetores): também conhecidos como protetores solares ou protetores solares, são produtos capazes de prevenir danos causados ​​pelo sol, como envelhecimento precoce e queimaduras solares, além do câncer de pele. Um fotoprotetor best deve ter amplo espectro, ou seja, ter boa absorção dos raios UVA e UVB, não irritar, ter certa resistência à água e não manchar as roupas. Eles podem ser físicos ou inorgânicos e/ou químicos ou orgânicos. Protetores físicos à base de dióxido de titânio e óxido de zinco são depositados na camada mais superficial da pele e refletem a radiação incidente. Antigamente não eram bem recebidos pelo fato de deixarem um tom esbranquiçado na pele, mas isso foi minimizado pela coloração base de alguns produtos. Já os filtros químicos atuam como uma espécie de “esponja” para os raios ultravioleta, transformando-os em calor.

Radiação UVA e UVB: um fotoprotetor eficaz deve oferecer boa proteção contra a radiação UVA e UVB. A radiação UVA tem um comprimento de onda maior e sua intensidade muda pouco durante o dia. Ele penetra profundamente na pele e é o principal responsável pelo fotoenvelhecimento e câncer de pele. A radiação UVB, por outro lado, tem comprimento de onda mais curto e é mais intensa entre 10h e 16h, sendo a principal causa de queimação e vermelhidão da pele. Um fotoprotetor com fator de proteção photo voltaic (FPS) de 2 a 15 tem baixa proteção contra a radiação UVB; O FPS 15-30 oferece proteção UVB moderada, enquanto os protetores solares com FPS 30-50 oferecem alta proteção UVB e FPS acima de 50, proteção UVB muito alta. Pessoas de pele clara, que sempre se queimam e nunca se bronzeiam, geralmente aquelas com cabelos ruivos ou loiros e olhos claros, devem usar protetores solares com FPS mínimo de 30. Não há consenso sobre a metodologia do fator de proteção para os raios UVA. Pode ser medido em estrelas, de 0 a 4, onde 0 é nenhuma proteção e 4 é proteção UVA muito alta; ou em números: < 2, žádná UVA ochrana; 2-4 nízká ochrana; 4-8 střední ochrana, 8-12 vysoká ochrana a >12 proteção UVA muito alta. É correto procurar por essa classificação ou valor de PPD (Escurecimento permanente do pigmento – mede como a pele bronzeia após a exposição aos raios UVA) nos rótulos dos produtos.

Como escolher um fotoprotetor: antes de mais nada, é preciso verificar o FPS, qual a proteção em relação aos raios UVA e também se o produto é à prova d’água ou não. A nova legislação sobre protetores solares exige que tudo o que é anunciado no rótulo do produto tenha testes que comprovem sua eficácia. Outra mudança é que o valor do PPD, que mede a proteção UVA, deve ser sempre no mínimo a metade do protetor photo voltaic. Sabe-se que os raios UVA também contribuem para o risco de câncer de pele. O “veículo” do produto – gel, creme, loção, spray, bastão – também precisa ser levado em consideração – ele ajuda a prevenir a pimples e a oleosidade, comuns quando se usam produtos errados para cada tipo de pele. Pacientes com pele propensa a pimples devem optar por veículos livres de óleo ou géis-creme. Pacientes que praticam muita atividade física e suam muito devem evitar os géis porque saem com facilidade.

Como aplicar o fotoprotetor: o produto deve ser aplicado em casa e reaplicado durante o dia a cada 2 horas se houver muita sudorese ou longa exposição ao sol. É necessário aplicar uma quantidade suficiente do produto, correspondente a uma colher de chá rasa no rosto e três colheres de sopa no corpo, uniformemente para que nenhuma área fique desprotegida. O protetor photo voltaic deve ser usado diariamente, mesmo que o dia esteja frio ou nublado, pois os raios ultravioleta passam pelas nuvens. É importante lembrar que apenas usar protetor photo voltaic não é suficiente. A estratégia de fotoproteção deve ser complementada com outros mecanismos, como roupas adequadas, chapéus e óculos. Também é importante consultar regularmente um dermatologista para uma avaliação criteriosa da pele com a indicação do produto mais adequado.

Bronzeamento synthetic e saúde: Resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), publicada em dezembro de 2009, proibiu a prática do bronzeamento synthetic no Brasil por motivos estéticos. Foi o primeiro país do mundo a adotar medidas tão restritivas quanto ao procedimento. Outros países com altas taxas de câncer de pele, como Estados Unidos e Austrália, já tomaram medidas para dificultar o procedimento. As camas de bronzeamento representam riscos comprovados à saúde e, em 2009, foram reclassificadas como cancerígenas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) no mesmo nível dos cigarros e do sol. A prática do bronzeamento synthetic antes dos 35 anos aumenta em 75% o risco de câncer de pele, além de acelerar o envelhecimento precoce e causar outras dermatoses.

A Sociedade Brasileira de Dermatologia é veementemente favorável à proibição da prática do bronzeamento synthetic para fins estéticos devido aos malefícios que causa à população. Como já mencionado, o câncer de pele é o tipo de doença mais comum no Brasil e sua prevalência vem aumentando a cada ano, o que só reforça a necessidade de apoiar todas as medidas que favoreçam a prevenção.

Se você tem interesse em se bronzear, não se esqueça: qualquer estabelecimento no Brasil que ofereça esse procedimento por questões estéticas age de forma irregular e sujeito a encerramento e outras penalidades. Não concorde com uma prática proibida que possa colocar seriamente em risco a sua saúde. Aceite seu tom de pele como ele é. Pele bonita é pele saudável.

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