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AFP

Diferenças sobre a crise migratória surgiram durante a reunião Biden-Obrador

As divergências entre Estados Unidos e México sobre a crise migratória surgiram nesta segunda-feira em um encontro entre os presidentes Joe Biden e Andrés Manuel López Obrador (AMLO), quando um mexicano denunciou o “desprezo” de seu vizinho pela região. Diante de Biden, no palácio presidencial da Cidade do México, López Obrador disse: “É hora de acabar com esse esquecimento, esse abandono, esse desprezo pela América Latina e pelo Caribe, contrário à política de boa vizinhança desse titã da liberdade que foi o presidente Franklin Delano Roosevelt.” (1933-1945). “Presidente Biden, você tem a chave para abrir e melhorar muito as relações entre todos os países do continente americano”, disse o presidente de esquerda, junto com altos funcionários de ambos. Em seu discurso após esta ligação, Biden respondeu olhando para o mexicano que seu país bilhões de dólares” no Hemisfério Ocidental apenas nos últimos 15 anos, e que respondeu em várias frentes ao redor, nossa responsabilidade simplesmente não termina com o Hemisfério Ocidental”, enfatizou Biden, observando que “os Estados Unidos Estados fornecem mais ajuda externa do que qualquer outro país.” . López Obrador previu assim que apresentou a Biden a necessidade de aumentar o investimento nos países de origem dos indocumentados. “Sei que esta é uma iniciativa complexa, polêmica e estou ciente de que há muitas dificuldades em sua implementação, mas, na minha opinião, não há melhor maneira de garantir o futuro próspero, pacífico e justo que nossos povos merecem”, afirmou. . . – Um problema para o México – Biden não deve anunciar novas medidas depois de um programa lançado na última quinta-feira que permitirá a entrada mensal de 30 mil estrangeiros. venezuelanos, cubanos, nicaraguenses e haitianos por dois anos. Este plano foi acordado com o México. “Ao ultimate desta cúpula, não teremos um novo acordo”, disse o conselheiro de segurança nacional da Casa Branca, Jake Sullivan, que acompanhou Biden. No entanto, “não há razão para acreditar que não haverá uma terceira etapa em algum momento”, acrescentou, referindo-se a outra medida benéfica para os venezuelanos. Ao chegar ao México, Biden enfatizou no Twitter que “os problemas na fronteira não serão resolvidos da noite para o dia”. O presidente disse que seu governo está usando as ferramentas à sua disposição para “reduzir a migração ilegal” e “ampliar a legalidade”, mas enfatizou que, para restaurar esse sistema “quebrado”, o Congresso dos EUA “deve agir”. Biden e AMLO participarão da cúpula norte-americana de amanhã ao lado do primeiro-ministro canadense Justin Trudeau, que chegou à capital mexicana na segunda-feira. Os três líderes condenaram hoje “ataques à democracia” no Brasil após a invasão de cargos públicos do país por partidários do ex-presidente Jair Bolsonaro, segundo comunicado conjunto. Antes de chegar ao palácio, o Presidente dos Estados Unidos falou por telefone com o colega Luiz Inácio Lula da Silva, a quem manifestou o seu “apoio inabalável” e o convidou a ir à Casa Branca em Fevereiro, após os ataques de ontem por parte dos opositores do governo central de Brasília. AMLO e Trudeau também condenaram esses atos. – Maior cooperação – Cerca de 2,3 milhões de prisões e expulsões de migrantes irregulares no ano fiscal de 2022, 108.000 mortes por overdose de drogas em 2021, bem como migração e tráfico de drogas estarão no centro da reunião de Biden com o presidente do México. “Há muitas crianças separadas de suas famílias”, denunciou o venezuelano José David Meléndez, de 25 anos, expulso durante a visita do presidente à vizinha El Paso, Texas, no domingo em Ciudad Juárez. O democrata visitou El Paso antes de voar para o México em um gesto dirigido aos opositores que o criticam por não ter atravessado a fronteira de 3.100 quilômetros em dois anos no poder. O presidente chamou a atenção para os problemas de migração e tráfico de drogas na região de fronteira e vai transmitir suas impressões ao AMLO, destacou Jake Sullivan. “Você falará com ele sobre como os Estados Unidos e o México podem trabalhar juntos de forma mais eficaz” no campo policial, acrescentou. As restrições de imigração significam que milhares de viajantes estão presos no México, especialmente por causa do Título 42, uma medida anti-covid que permite a expulsão expressa de imigrantes ilegais. “O México é particularmente crítico ao lidar com duas grandes questões que se tornaram a fraqueza política de Biden”, disse à AFP o presidente do grupo de reflexão Inter-American Dialogue, Michael Shifter. “Espera-se que o presidente (americano) pressione por mais cooperação” em ambas as frentes, e que AMLO exija algo em troca, talvez “menos pressão” em questões comerciais, disse Shifter. Washington e Canadá estão em disputa com o México como parte do acordo comercial USMCA sobre a reforma energética que aumenta a participação do estado no setor. – “Praga” – Biden também expressou preocupação com o fentanil, uma droga sintética 50 vezes mais potente que a heroína, fabricada e vendida por cartéis mexicanos com ingredientes químicos da China. O presidente americano condenou “a praga do fentanil que já matou 100.000 americanos” e mencionou o desafio de enfrentarmos juntos essa ameaça. Quase dois terços das 108.000 mortes por overdose nos EUA em 2021 envolveram opioides sintéticos. Segundo a agência, apenas a quantidade de fentanil apreendida em 2022 seria suficiente para matar toda a população dos Estados Unidos. Em 2021, os dois países anunciaram uma mudança na política de drogas para focar nas causas profundas do narcotráfico, após 15 anos de estratégia enfatizando a participação ativa das forças armadas. Desde o seu lançamento em 2006, o México acumulou cerca de 340.000 assassinatos e milhares de desaparecimentos, e os cartéis não perderam sua força. A reunião também levantou a questão do tráfico de armas em um momento em que o México está entrando com dois processos contra fabricantes americanos. Especialistas em segurança veem um esfriamento na cooperação com a política de “abraços, não tiros” de López Obrador, em contraste com operações como a captura na quinta-feira passada em Culiacán de Olívio Guzmán, filho de Joaquín “Chapo” Guzmán, condenado à prisão perpétua em os Estados Unidos. Com a presença do enviado especial para o clima, John Kerry, a questão do aquecimento world também estará em pauta. yug-axm/sem/cjc/yug-axm/ltl/llu/am/lb

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