No Pará Ilha do Combu atrai amantes de chocolate e grafite

Saindo de Belém, capital do Pará, atravessando o rio Guamá, chegamos à ilha do Combu. Conhecido pela produção cacau para mim açaía população native estima que cerca de 200 famílias vivam na região, considerada ribeirinha, pois a maioria das residências é construída às margens do rio.

Desde 1997, a Ilha do Combu é reconhecida como unidade de conservação da natureza APA – Área de Proteção Ambiental. Além do extrativismo vegetal, a população vive da pesca e do turismo. É impossível não comungar com a natureza neste lugar. A floresta amazônica está presente em todos os lugares, e os cariocas encantam os visitantes com sua gastronomia e arte.

CERCA DE vida e arte visitou a Ilha do Combu e montou um roteiro para quem pretende visitar o native. Confira as dicas:

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como chegar

Para chegar à Ilha do Combu, você precisa pegar um barco. Na Praça Princesa Isabel, no bairro Condor de Belém, fica Terminal Hidroviário Ruy Barata. Todos os dias, diversos velejadores se preparam para levar turistas e moradores que precisam atravessar o Rio Guamá para trabalhar em Belém. A viagem dura aproximadamente 15 minutos.

A passagem de volta pode ser comprada separadamente ou você pode pagar o pacote na hora, custando aprox. 20 BRL. Caso opte por um package, deverá guardar o recibo que lhe será apresentado no momento da devolução. Também é possível reservar o barco com antecedência. Abaixo mais informações:

Ilha do Combu

Onde pegar o barco: Praça Princesa Isabel (Av. Alcindo Cacela, 4510-4570 – Condor, Belém – Pensilvânia)
Quantos: por volta de 20 reais
Para reservar com antecedência: Barco bolota (91) 98837.1479

o que saber

Fábrica de chocolate, plantações, restaurantes e galeria de arte ao ar livre são alguns dos atrativos turísticos da Ilha do Combu. Confira as opções:

Casa de Chocolate Combu

Entre cacaueiros, açaizais, cupuaçu, pupunhas e algumas árvores amazônicas, está a Casa do Chocolate de Combu, uma das paradas imperdíveis para quem visita a Ilha do Combu. O espaço é administrado por Izete Costa, a Dona Nena, que comanda a marca filha do combu, produção de chocolate e cacau 100% orgânico da Amazônia. Por meio da fábrica, ele tenta resgatar as tradições ribeirinhas e promover melhores condições de vida para a comunidade native.

Quem quiser visitar a ilha pode fechar o pacote”turismo de experiência”tendo a oportunidade de caminhar entre as plantações e ouvir explicações sobre todas as etapas da produção do chocolate: colheita, fermentação, secagem, torrefação, moagem e refino.

Em seguida, foi apresentada a trajetória de Don Nen, com a possibilidade de conferir em tempo actual a produção de alguns produtos de destaque da Filha do Combu, como barra de cacau rústica. Durante o passeio, os visitantes também têm a oportunidade de provar algumas das delícias da fábrica, como chocolate quente, café, leite, brigadeiro, goodies finos e doces artesanais.

A Casa de Chocolate também abriga uma lojinha de produtos Filha do Combu, onde o turista pode comprar diversos produtos e levar para casa deliciosos goodies amazônicos.

Pelo website Vida Caboca, você pode comprar pacotes para visitar a Casa de Chocolate, que incluem o switch de barco de Belém até a Ilha do Combu. Existem quatro opções de rota, custando entre 100 BRL para mim 390 BRL. O pacote mais caro inclui, além da visita à Fábrica, uma imersão na cultura ribeirinha e um passeio por vários trechos da Ilha.

Onde: Ilha do Combu
Quantos: a partir de 100 reais
Instagram: @philhadocombu
Compra do roteiro: vidacaboca.com.br

rio design st

Quem visita a Ilha do Combu não pode deixar de conhecer o projeto Avenue River, o chamado a primeira galeria de arte a céu aberto da Amazônia. Idealizada pelo artista paraense Sebá Tapajós e com curadoria de William Baglione, a ação reuniu dez artistas de diferentes regiões do país para retratar a vida dos ribeirinhos da Ilha do Combu por meio do grafite.

Os artistas convidados foram Sebá Tapajós (PA), Tereza Dequinta e Robézio Marqs (Acidum Undertaking, CE), Rimon Guimarães e Zéh Palito (Cosmic Boys, SP), Herbet Baglione (SP), Curiot (México), Zezão (SP), Ramon Martins (SP), Enivo e Lobot (A7MA, SP). Mais 10 em dinheiro recebeu intervenção artística. As pinturas foram feitas com uma espécie de tinta impermeável que preserva a madeira das palafitas.

Para ver o grafite, é preciso marcar hora com o barqueiro, que provavelmente cobrará uma taxa adicional pelo cruzeiro.



Foto: Adilson Nascimento/Divulgação
Mais de 10 casas do Combu receberam intervenções artísticas do projeto Rua Rio



Ygara Artesanal e turismo

Também na Ilha do Combu, na comunidade Piriquitaquara, fica na Ygara Artesanal e Turismo, uma loja com diversos artesanatos para quem quer levar seu combuzinho para casa. Canecas, molduras e acessórios são apenas alguns dos produtos disponíveis.

Existem também óleos naturais usados ​​tanto para fins estéticos quanto terapêuticos. Os habitantes da ilha garantem que óleo de copaíbaesse, por exemplo, é o segredo dos belos cabelos das paraenses.

Para chegar lá, você precisa marcar um horário com o barqueiro, provavelmente ele cobrará uma taxa adicional pelo cruzeiro.

Contato: (91) 99637.4226/98811.3979
Instagram: @ygara_artesanal

Ilha de Aho Combu

Uma boa opção para comer na ilha é o Aho Restaurant. Localizada às margens do rio, permite aos clientes mergulhar na água além de contar com uma pequena piscina em seu inside. Isso é também redes instaladas para quem prefere relaxar.

O menu inclui peixes de água doce, por exemplo tambaquiCaldo de Tucupi, Cogumelo Vegano, Isca de Pirarucu e Tradicional unha de caranguejoprato típico do Pará.

Para chegar ao destino, é necessário combinar a transferência com a transportadora.

Instagram: @aho.ilhadocombu

Podcast Vida&Arte

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