Pizza Hut acelera plano de expansão e vai além da pizza

A Pizza Hut tem mais de 250 lojas no Brasil.

Em abril de 2021, o IMC iniciou uma reestruturação, ainda se recuperando do gosto amargo do primeiro ano da pandemia. Diante de um cardápio de 16 marcas de foodservice, o plano passou por identificar aquelas que passariam a concentrar uma parcela significativa de seu apetite por investimentos.

Nesse extenso cardápio, a Pizza Hut period uma das preferidas, junto com KFC e Frango Assado. Desde então, a rede lançou uma série de promoções. Agora a marca começa a tirar do forno outros projetos para ampliar sua participação no mercado brasileiro.

Essa linha inclui a expansão para o inside, a abertura de pequenas lojas, um cardápio que vai além da pizza, um diálogo mais próximo com os clientes das courses B e C e novos canais de atendimento. A meta é dobrar a abertura de lojas em relação a 2022.

“Preparamos o cenário para um crescimento rápido em 2023 e em linha com o potencial do mercado brasileiro de pizzarias de quase 10 bilhões de reais”, afirma Ricardo Azevedo, COO e CEO da rede. no país, para a NeoFeed.

Ele observa que há muitos Quota de mercado para vencer em um segmento que ainda é formado principalmente por pizzarias de bairro e pequenas redes. E ressalta que o nome do jogo para a marca será democratização.

“Não somos uma marca de nicho, temos atividades de 700 milhões de reais, com faturamento de 800 milhões de reais”, afirma. “Mas a ideia é fazer da Pizza Hut uma marca do dia a dia, não da pizza apenas como opção de sexta à noite a domingo, e também se comunicar mais com o consumidor da classe BC.”

O executivo-chefe não revelou quantas unidades foram inauguradas no ano passado e o número exato é esperado em 2023. A Pizza Hut abriu 29 lojas nos doze meses até setembro passado, segundo os últimos dados públicos. E fechou em 2022 com mais de 250 restaurantes.

“Em 2023, a meta é aumentar essa base em 2 ou 2,5 vezes mais do que em 2022”, afirma. “E a interiorização será uma das prioridades. Vemos grandes oportunidades em cidades com mais de 200.000 pessoas.”

Isso não significa que os grandes centros ficarão fora de vista. Paralelamente, a rota incluirá também o reforço da presença em capitais como Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre e Curitiba.

Da mesma forma, a rede não pretende abandonar seu modelo de loja padrão de 600 a 700 metros quadrados. Mas, para simplificar, ele vai preferir o formato mais novo, com áreas de 100 a 110 metros quadrados.

Essas lojas cobram uma taxa de 1 a 1,2 milhão de reais do franqueado. No modelo tradicional, esse valor varia de 2,5 a 3,5 milhões de reais. Essa abordagem também está associada a um maior foco na entrega e retirada. Com isso, o comércio das principais ruas também terá prioridade.

Ricardo Azevedo, COO da Pizza Hut

“Nesta linha de conveniência e extensão de marca, estamos explorando formatos ainda menores em áreas de alto tráfego, como rodoviárias”, afirma. “E até momentos em que subo e desço facilmente a loja, como num jogo de futebol ou num concerto.”

Para democratizar a marca, a rede inclui literalmente as massas em seu cardápio. Desde outubro, a Pizza Hut vem experimentando pratos como lasanha e espaguete no cardápio.

O projeto começou em seis restaurantes de Campinas (São Petersburgo). Depois de verificar a aceitação do consumidor, calibrar preços e lubrificar as operações, a marca vai lançar a novidade neste trimestre para o restante do país.

A capital paulista também se tornou o ponto de partida para outra iniciativa: o name middle. O canal, que foi lançado em dezembro e está disponível em 53 lojas, será ampliado para outras operações até maio, com um único número nacional para pedidos pelo WhatsApp.

“Apesar do avanço das tecnologias digitais, que respondem por 15% das nossas vendas, no mercado de pizzas o conceito de supply e o telefone nasceram praticamente juntos”, diz Azevedo. “Ainda tem muita gente que usa esse canal que não exploramos até agora.”

Apetite do Investidor

Apesar desses planos, a IMC ainda enfrenta o desafio de consolidar sua reestruturação. No terceiro trimestre de 2022, a receita líquida do grupo aumentou 25,3% na comparação anual, para R$ 676,8 milhões. Por outro lado, o prejuízo foi de 4,7 milhões de reais.

O BTG Pactual destacou o desempenho abaixo do esperado em algumas métricas e enfatizou: “O IMC não parece particularmente barato no contexto de restaurantes na América Latina”, escreveram analistas, que estabeleceram um preço-alvo para a ação em R$ 2,50.

Pouco tempo depois, porém, as ações da IMC, avaliadas em R$ 844 milhões, superaram a previsão, cotadas a R$ 2,96. Em 2023, as ações subirão de preço em 5,7% e nos últimos doze meses – em 38,9%.

Parte desse crescimento recente se deve ao evento após o balanço patrimonial do terceiro trimestre. No remaining de outubro, a IMC concluiu a arbitragem iniciada pela empresa norte-americana Yum! Manufacturers, que controla, entre outras coisas, a Pizza Hut e o próprio KFC.

O processo tem sido uma segunda bandeira com divergências sobre metas não cumpridas durante a pandemia e se arrasta desde o início de 2021. A solução veio com um novo acordo entre as duas partes, válido por 10 anos, e uma abertura estimada de cerca de 400 KFCs. lojas neste período.

Em setembro, como mais um passo em sua transformação, a IMC vendeu suas operações no Aeroporto Internacional de Tocumen, no Panamá, por US$ 40 milhões. E um mês antes, ele já havia vendido seus outros ativos no país em um negócio de US$ 2,1 milhões.

Os acordos deram novo impulso à IMC para continuar investindo em suas três marcas prioritárias. Mas enquanto a Pizza Hut tem “ganhado” grande parte da competição interna, a competição fora do grupo continua acirrada. A principal rival é a Domino’s.

Com uma base de 300 lojas em todo o país, a rede também está se expandindo para cidades menores, que até pouco tempo estavam sob seu campo de visão. Uma estratégia é transformar as pizzarias. Entre outros planos, a empresa ainda traçará um roteiro para um IPO, segundo relatório do Credit score Suisse.

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