Três casais de verão fazem a expedição à Patagônia sobre duas rodas | Rádio Estúdio 87.7 FM

Três casais de Veranópolis viveram uma longa aventura sobre duas rodas nos últimos dias. Foram 22 dias de viagem com o objetivo de chegar a Ushuaia na Argentina, cidade conhecida como o “fim do mundo” devido a sua localização geográfica.

A Expedição Patagônia teve início no dia 17 de dezembro e foi comandada por Daniela Laís Mombach, Amarildo Ferreira, Rosane Mazzarollo, Aélton Ribeiro, Andressa Martinez e Leonardo Grando. Os três casais têm uma paixão em comum e por isso começaram a planejar a aventura há cerca de um ano.

A viagem

Partiram na madrugada do dia 17 de dezembro e a primeira parada foi na cidade de Colón, Argentina. Eles sofreram contratempos desde o início, pois um dos pneus da moto que Aélton pilotava quebrou e eles tiveram que começar a procurar um novo.

Na Argentina, o sábado anterior à grande ultimate da Copa do Mundo levou várias instalações a suspender prematuramente suas atividades. Em uma loja, encontraram um motociclista, Juan Carlos, que os ajudou a comprar o pneu. Curiosamente, o argentino passou a acompanhar a expedição, pedindo relatórios diários e oferecendo ajuda quando necessário.

Juan Carlos ajudou a encontrar o pneu novo — Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação

De volta à estrada, os viajantes chegaram à comunidade do Azul. Neste domingo eles puderam comemorar o importante título da Copa do Mundo junto com os argentinos. Outra parada foi a cidade costeira de Las Grutas.

Segundo Aélton, um dos passeios mais encantadores foi próximo ao povoado de Trelew, na Reserva Pure de Punta Tombo, lar dos pinguins de Magalhães. Comodoro Rivadavia e Río Gallegos foram as próximas duas paradas.

Para chegar a Ushuaia, eles tiveram que atravessar o Estreito de Magalhães. Nesse processo migratório é necessário sair da Argentina, entrar no Chile, sair do Chile e migrar novamente para a Argentina.

ushuaia

Ao chegar em Ushuaia, os moradores de Veran enfrentaram pouca neve, menos do que o esperado. A época do ano e a falta de chuva contribuíram para esse cenário. No entanto, quando acordaram no dia seguinte, encontraram o cartão postal imaginando que havia nevado nas serras.

Eles moravam em uma casa e preparavam a comida para a noite de Natal. No dia 25 de dezembro, seguiram viagem para Puerto Natales, no Chile, onde visitaram o Parque Torres del Paine.

E na volta para a Argentina tiveram o primeiro contato com a neve. Aélton lembra de momentos de muita diversão com bonecos e bolas de neve.

Outra experiência relacionada com o vento, que chegava aos 120 km/h. “Fomos informados sobre o vento e é muito, muito forte. Tivemos que parar, mas o vento mudou. Quando paramos, ficamos maravilhados”, lembra.

Em El Calafate visitaram a geleira Perito Moreno, que é uma geleira da Patagônia Argentina. Foi um dos locais mais impressionantes da expedição.

As experiências não pararam por aí. Na vila de Três Lagos, foram privilegiados ou não com uma tempestade de areia. Eles também completaram uma trilha de 14 milhas no Monte Fitz Roy em El Chalten que levou 10 horas. Foi um percurso cheio de dificuldades mas gratificante.

A paisagem valeu a caminhada de 10 horas – Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação

amizades

Além da simpatia dos argentinos que já ajudaram os veranistas em diferentes épocas, destacam-se as amizades com os brasileiros que se aventuraram nos mesmos roteiros de moto, carro ou até trailer.

“Trocamos contatos e informações ao longo do caminho. Conhecemos casais de Santa Catarina e com um dos grupos tivemos uma relação mais próxima, pois eram três integrantes e dois tiveram que interromper a viagem devido a problemas mecânicos. Quem ficou, Michael Hoffmann, se juntou ao nosso grupo e fez o caminho conosco”, relata Aélton

“cidade fantasma”

Eles moravam em uma casa em Bariloche e já estavam organizando o retorno. E na primeira parte deste percurso encontraram a aldeia de Villa Casa de Piedra. O native tem 154 habitantes e pode ser descrito como uma “cidade fantasma” porque estava movimentado na época da construção da barragem e depois foi abandonado por muitos moradores.

Eles estavam a cerca de 200 km de uma grande cidade e não conseguiram encontrar acomodação porque não havia muitas opções disponíveis. Depois de muito trabalho, conseguiram duas cabanas para passar a noite.

No dia seguinte fizeram escala na cidade de Pejuaró e depois em Concórdia, ambas na Argentina. Ao ultimate da viagem, foi planejado um present de luzes em São Miguel das Missões, no Rio Grande do Sul. No entanto, problemas mecânicos levaram o casal Aélton e Rosane a se separarem da equipe e aguardarem a chegada do seguro.

Os demais integrantes seguiram o plano, percorrendo um whole de 11.560 km até Veranópolis e Santa Catarina até o município de Aurora. Aélton e Rosane chegaram um pouco antes, com cerca de 11.000km na moto.

pontas

A partir da definição da rota, é necessário muito estudo e planejamento. Na viagem você tem que se organizar com combustível, sempre procura reabastecer à noite, e também com alimentação. Havia vários lanches durante o dia, mas à noite eles tinham a refeição mais completa.

Com a viagem, os veranenses deixam um conselho para quem também tem esse sonho: “É possível e é seguro”. Foi um tempo de férias, de conhecer novos lugares, de experimentar uma gastronomia diferente e também de muito convívio. Os argentinos, muitas vezes vistos como rivais dos brasileiros, mostraram a eles que a rivalidade é apenas dentro de campo.

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