Varejo: quatro tendências para transformar o setor em 2023

O ecossistema de varejo está passando por uma metamorfose. Desde a pandemia, os varejistas tiveram que adaptar suas estratégias aos novos hábitos de consumo. Se o digital ainda e sempre está no centro desses comportamentos, ele está mudando: demanda por uma experiência do cliente calibrada para seus desejos, onipresença de vídeo, desejo de direcionamento publicitário qualitativo e reorientado, mas também importância de levar em consideração questões ambientais.

Como varejista, como você pode se posicionar para melhor atender às expectativas de seus clientes e abordar com tranquilidade esses novos modelos de consumo? A Meta, grupo líder mundial em redes sociais e parceira preferencial das empresas na digitalização de suas atividades, apoia os distribuidores na superação de seus desafios de hoje e de amanhã. Ao lado de Guillaume Cavaroc, diretor de negócios de varejo e e-commerce da Meta France, conheça as quatro grandes tendências que já estão mudando o varejo em 2023.

O drive-to-store, mas sem os panfletos

Apesar da ascensão do comércio eletrônico, a geração de tráfego na loja ainda é tão importante para os varejistas. Do lado do cliente, o desejo de ir à loja também está presente: 93% dos franceses continuam a preferir as lojas físicas ao e-commerce para suas compras diárias, de acordo com o barômetro Sensible Retail da Samsung.

Um forte desafio, portanto, mas que envolve principalmente o uso de prospectos de papel para distribuidores. A publicidade letterbox ou flyers de todo o tipo são hoje “o primeiro vector da comunicação comercial e do drive-to-store”, explica Guillaume Cavaroc. “Mas por razões ecológicas, econômicas ou mesmo com iniciativas como o ‘sim pub’, o prospecto está fadado a desaparecer”, continua.

Em 2023 e além, a oferta promocional continuará e acelerará sua digitalização. Uma mudança significativa de paradigma para os varejistas, que os consumidores estão prontos para abraçar: 74% dos franceses estariam prontos para consultar os prospectos na Web se eles não fossem mais distribuídos em caixas de correio, de acordo com um estudo realizado pela Ipsos para a Meta em 2021. A alternativa digital – já impulsionada por grandes nomes da distribuição como o Leclerc, que anunciou o fim dos prospectos em papel em 2023, ou o Carrefour – passará agora por diferentes vias: a subscrição de newsletters, a utilização do QR Code na loja a manter atualizado com as novidades da marca ou pelo uso de redes sociais como Fb e Instagram.

Aplicativos de mensagens, para levar produtos aos clientes

A tabela não estaria completa sem mencionar o uso de aplicativos de mensagens como Messenger e Whatsapp, que reúnem dezenas de milhões de franceses. Verdadeiros canais de discussão entre profissionais e consumidores, permitem que estes subscrevam a receção de notícias comerciais direcionadas dos seus lojistas – de acordo com os seus próprios desejos e escolhas.

“O Carrefour lançou uma experiência de compra by way of WhatsApp há algumas semanas. Há uma seleção de 100 produtos em quatro categorias diferentes dentro do próprio app. Basta escolher os produtos desejados e ele cria um carrinho de compras. Quando o cliente terminar sua seleção, basta clicar em um hyperlink que redireciona para o web site para pagamento”, explica o diretor de negócios da Meta France. Graças aos aplicativos de mensagens, os varejistas estão entrando em uma lógica de comércio conversacional que ainda está em sua infância: são os produtos que chegam aos clientes. Próximo passo: a integração dos pagamentos dentro dos próprios aplicativos.

Construção de marca on-line por meio de vídeo, continuidade efetiva

Isso também envolve o desenvolvimento da construção de marca on-line que, em linha com os anos anteriores, será fortemente impactada pelo vídeo. “A construção da marca que se faz hoje passa pelo vídeo que está se tornando o formato chave, principalmente os Reels no Instagram que estão explodindo no momento”, explica Guillaume Cavaroc.

Vídeos curtos, tales, in-stream ou Reels são formatos que terão de continuar a ser desenvolvidos em 2023 para ancorar a sua imagem de marca on-line e, principalmente, nas redes sociais. E as compras ao vivo, que experimentaram uma verdadeira explosão graças à pandemia? “Houve um sucesso significativo que veio abaixo, mas de uma forma saudável. Muitos anunciantes continuam a utilizar o reside buying, mas de forma bem organizada ou para eventos específicos. (…) E funciona, seja pelo formato ao vivo no Fb ou Instagram ou para gerar tráfego para transmissões ao vivo hospedadas em websites de varejistas. Não é uma tendência que se esvai, pelo contrário, é uma tendência que perdura e melhora com o tempo”, continua.

A perspectiva de um varejo ancorado no metaverso

Em termos de revoluções tecnológicas, podemos nos perguntar se a realidade digital, a realidade aumentada ou o metaverso serão as tendências a serem seguidas pelos varejistas em 2023. Sim, responde Guillaume Cavaroc, porque é um ecossistema tecnológico que permitirá, em última instância, enriquecer as experiências. “Estamos no início de uma transformação tecnológica muito forte. Este é o terceiro capítulo da Web, que se torna envolvente. Mas obviamente essa revolução vai demorar e se os primeiros tijolos estão sendo construídos, ainda há muito o que fazer e melhorar”, explica.

O interesse do metaverso para o varejo é que ele proporcione aos clientes uma experiência aprimorada que o e-commerce tradicional não oferece. Experiências aumentadas em realidade digital, em explicit, onde você pode interagir com uma comunidade em tempo actual. A demanda por compras em realidade digital também está aumentando, com 69% dos compradores entrevistados em uma pesquisa da Meta dizendo que desejam que uma marca tenha presença no mundo digital. Isso é especialmente verdadeiro entre os mais jovens, já que 70% dos compradores da geração Z ou da geração do milênio compraram um merchandise digital em um videogame.

Leave a Comment