Dia Mundial do Queijo: descubra o mais saudável e calórico

No dia 20 de janeiro é comemorado o Dia Mundial do Queijo, um dos produtos que se tornaram referência da identidade cultural do país. O queijo é tão importante que gera empregos, renda, estimula o turismo e é admirado no Brasil e no exterior. Segundo a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), Minas responde por 40% da produção nacional, com aproximadamente 34 mil toneladas de queijo artesanal por ano e 14 mil toneladas de queijos não artesanais da agropecuária acquainted. indústria alimentícia.

O modo de produção artesanal mineiro já é patrimônio imaterial do Brasil, mas agora os métodos de fabricação do queijo Minas Artesanal (QMA) podem ser inscritos na Lista do Patrimônio Mundial. “O Ser Minas Artesanal utiliza uma técnica histórica que remonta à época dos colonizadores. É feito em pequenas propriedades rurais, com receitas de família passadas de geração em geração. O sabor varia de acordo com a região onde é produzido, incluindo altitude, características do solo, clima, tipo de vegetação”, explica Frank Mourão Barroso, presidente da Comissão Técnica Sera Minas Artesanal do Sistema Faemg Senar.

Minas Gerais possui dez regiões produtoras do queijo Minas Artesanal: Araxá, Campo das Vertentes, Canastra, Cerrado, Diamantina, Entre Serras da Piedade ao Caraça, Serra do Salitre, Serro, Serra da Ibitipoca e Triângulo Mineiro. Todos produzem o mesmo tipo de queijo, mas têm o seu “know-how” próprio. Cada origem confere ao queijo uma identidade própria, de acordo com as características humanas, culturais e naturais do native de produção.

Recentemente, o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) reconheceu outras regiões produtoras e elaborou dois regulamentos técnicos adicionais para outros dois tipos de queijos de leite cru: o queijo artesanal de Alagoa, para a cidade de Alagoa, no sul de Minas Gerais, e o queijo Mantiqueira de Minas Queijo Artesanal da região da Mantiqueira.

Já existem outras três regiões caracterizadas pelo queijo artesanal no estado, como Serra Geral, sem especificar o tipo; vale do Jequitinhonha com cabacinha; e Vale do Suaçuí na região de mesmo nome. Assim, Minas conta atualmente com 15 regiões caracterizadas: dez para o queijo Minas Artesanal e cinco para as demais.

Para ajudar na capacitação dos queijeiros, o Sistema Faemg Senar oferece treinamento especializado. Só em 2022, foram organizados mais de 380 cursos presenciais, workshops e seminários sobre técnicas de fabricação de queijos, capacitando cerca de 4.000 pessoas.

A Faemg também visita produtores cadastrados, como Rafaela Faria, quarta geração de queijeiros Canastra de sua família. Ela e os irmãos já estavam no mercado de trabalho em outras áreas quando decidiram voltar para uma fazenda perto de São Roque de Minas e investir com os pais na produção do queijo ‘Irmãos Faria’. “Fizemos vários cursos para melhorar a qualidade da nossa produção, num processo muito importante para a nossa evolução”, disse o fabricante.

calorias

Nos últimos anos, a crescente preocupação das pessoas com a própria saúde tem levado muitas pessoas a buscarem queijos menos calóricos para o consumo diário, como ricota, requeijão e queijo minas frescal. Segundo a professora de nutrição da Estácio, Márcia Bianca Gross sales, eles também são os mais baratos.

“Claro que existe uma quantidade para cada pessoa, mas esses três tipos podem ser consumidos todos os dias, desde que a alimentação dessa pessoa seja baseada em alimentos de verdade, como verduras, legumes folhosos, frutas e feijão, porque não podemos esquecer que esses queijos são mais econômicos, que também são mais saudáveis ​​porque têm menos gordura, menos sódio e sofrem menos processamento, mas são alimentos processados ​​e podem contribuir para o colesterol alto, pressão arterial e retenção hídrica.

E quando o assunto é alto teor calórico, a nutricionista aponta os queijos Roquefort, Prato, Provolone, Ovelha e Cabra, Gruyère, Gouda, Cheddar, Camembert, Brie e Gorgonzola como os mais ricos em gorduras. “Eles não são destinados ao consumo diário. Para se ter uma ideia, 30 gramas desse tipo de queijo contém entre 89 e 140 calorias, explica o professor.

Os queijos veganos são mais saudáveis?

Segundo a nutricionista, um dos problemas desse novo mercado é que 90% dos queijos veganos são ultraprocessados. “Eles são muito pobres em proteínas, quase sem cálcio, e ricos em carboidratos com alto índice glicêmico porque são à base de mandioca, fécula de batata ou amido de milho”.

Uma professora do curso de nutrição da Estácio aponta que apenas 10% desse mercado possui produtos mais ricos em nutrientes. “Esse percentual se divide entre os 3% de grandes empresas produtoras de queijos mais nutritivos; e 7% para pequenos produtores ou autônomos que produzem queijos com sabor, textura e composição surpreendentes, à base de nozes e sementes, que enriquecem significativamente o produto, um queijo rico em gorduras boas, com baixo teor de carboidratos e sódio.

Além disso, Márcia Bianca Gross sales explica que o processo de cura ou defumação dos queijos veganos artesanais é muito mais pure do que qualquer outro da indústria. “Isso significa que os grandes restaurantes plant-based (indústria alternativa de proteína vegetal) no Brasil usam esses queijos de pequenos produtores em seus pratos, tanto pela riqueza de sabor quanto pelo valor nutricional.”

Evite erros ao comer queijo

– É melhor guardar na geladeira do que deixar do lado de fora. E na hora de fatiar é só cobrir a parte cortada para que o restante do queijo respire.

– Não coma a parte mofada dos queijos, com exceção do roquefort, brie e camembert, que possuem partículas azuis características da produção. O mofo que aparece no queijo que não tinha mofo no momento da compra é tóxico.

– Nunca beba água enquanto saboreia queijo, pois não se mistura bem com as gorduras no estômago e você pode sentir náuseas. O queijo está mais associado ao consumo de vinhos e cervejas.

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